Sucesso profissional

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Como a terapia pode ajudar na conquista de um objetivo profissional?

Ajudando você a encontrar seu jeito mais eficiente e confortável de planejar sua trajetória e de manter o foco no seu alvo durante toda a execução do programa.

Você costuma atender este tipo de solicitação no consultório? Quais as solicitações mais comuns?

Sim. Creio que nunca houve um momento sequer em minha prática clínica que essa não fosse a demanda de pelo menos um dos clientes. Destacam-se a busca por maior autoconfiança, prontidão e confiança na tomada de decisões, neutralizar obstáculos nos relacionamentos, obter boa performance em apresentações, aprender a “vender-se” bem, vencer a indecisão e/ou a timidez, adquirir naturalidade e desenvoltura quando sob estresse, coragem para alçar vôos mais ousados, etc.

Quais as técnicas mais utilizadas pelos terapeutas para lidar com um paciente que busca ascensão na carreira?

muitas e diferentes técnicas, de modo que cada profissional usa aquilo que mais condiz com sua formação e/ou estilo de trabalho. Minha abordagem para esse trabalho é preponderantemente comportamental-cognitiva. O primeiro passo é ajudar o paciente a focar na sua meta (ou descobrir qual é seu grande sonho, testar a validade e convicção de sua escolha). Então partimos para o planejamento, desenvolvimento de potenciais e treino de habilidades, sempre com o intuito de atingir o objetivo, mas de modo a tornar o caminho mais direto, leve e prazeroso.

As dificuldades em se desenvolver profissionalmente – ganhar uma promoção, aumento de salário ou destacar-se pela boa performance, por exemplo – necessariamente estão relacionadas a dificuldades emocionais? Poderia, por favor, ilustrar com algum exemplo?

Não necessariamente, mas muito frequentemente, sim. Por exemplo, atendi um executivo talentoso que, apesar de inteligente e capaz, pecava por não perceber sua necessidade de auto-afirmação, que transparecia em sua fala, tornando-o antipático e algo arrogante, mesmo aos olhos de seus superiores, a quem ele tanto queria impressionar. O trabalho que fizemos juntos deu-lhe consciência de sua dinâmica interna e ele aprendeu a administrar melhor sua atuação no dia-a-dia. Isso mudou a forma como era interpretado, passando a ser visto por todos como um valioso colaborador, não mais como um competidor cheio de si.

Existe diferença entre terapia voltada para objetivos profissionais e coaching? Qual?

Sim. O coaching utiliza diversas técnicas e ferramentas das abordagens mais diretivas da Psicologia (como é o caso da Análise Comportamental e Cognitiva, por exemplo), de modo que em situações específicas eles podem até apresentar bastante semelhança. A diferença é que o trabalho psicoterapêutico focado em desenvolvimento profissional inicia com um diagnóstico do quadro trazido pelo cliente e se, durante o processo, descobrem-se obstáculos originados no passado que estão emperrando o desenvolvimento pessoal, a psicoterapia estará apta a aprofundar o processo para elucidar, trazer à tona e tratar a origem do problema. Em resumo, o coaching pode ser bastante eficiente, sim, mas a psicoterapia possibilita maior alcance e aprofundamento em todas as fases do processo.

Em um momento como o atual, em que a economia e o mercado de trabalho estão em baixa, a terapia pode ajudar um profissional a enxergar oportunidades e não se render ao pessimismo? Como?

Sem dúvida! E é quando o cenário econômico se mostra menos amigável que naturalmente aumentam as queixas ligadas à vida profissional. É preciso vencer a ansiedade e adquirir o equilíbrio emocional necessário para manter uma atitude prospectiva, mantendo o tônus e a objetividade para poder detectar e entender adequadamente as oportunidades existentes, mas invisíveis num cenário negativo. Como? Conhecendo nossas crenças centrais e intermediárias, identificando e corrigindo as que são disfuncionais e os pensamentos automáticos, desconstruindo idéias estereotipadas para poder ver novas possibilidades. Se o cenário mudou, tem que se aprender um novo jeito de olhar para ele.

A psicoterapia é um recurso valioso, um incrível aliado a nosso serviço. Principalmente porque durante a análise é o cliente quem dá o tom, dirige o rumo do processo, escolhendo qual tema quer tratar, que recanto de seu ser quer visitar, que sonhos quer concretizar, a que profundidade deseja ir. E, de bônus, ganha autonomia, pois a finalidade última é ensiná-lo a conhecer-se a ponto de poder conduzir o processo por si mesmo em situações futuras.

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Mariuza Pregnolato em entrevista à jornalista Thaylise Nakamoto.

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